Um dos assuntos que vou contar aqui é de um mino que conheci algum tempo.
Gato, muito gato, alto, loiro dos olhos verdes, da cidade vizinha. Há 2 anos atrás eu conheci um garoto pela net, na época ele tinha 20 anos e eu 19, papo vem, papo vai viramos amigos, conversávamos sobre tudo, até ele me contar que tinha vontade de ficar com homem, pra saber como era, tudo normal, e estranho, eu nunca tinha contado pra ele que já tinha ficado, mas... Nenhum espanto.
O papo dele era legal, gostava de falar com ele, era algo meio bobo, coisa de menino mesmo, não tinha nada de gênio, mas tinha um jeito inocente e perverso por trás daquela figura que me atraia, e aí vocês imaginam, lá vai eu começar a gostar do cara.
Apesar da vontade de ficar com ele, eu nunca havia confessado que estava afim, tenho maior vergonha de fazer isso até hoje, com meus 22 anos, mas bem, vai entender.
Ele já tinha me convidado várias vezes para poder conhecê-lo. Nem mora longe, nem nada, é bem aqui do lado e eu sempre enrolando, no maior medo daquela época.
Lembro que em um destes feriados prolongados. meus pais foram viajar, e eu fiquei para trás, a casa era só minha e aquilo já estava me entediando, Ficar sozinho, naquela noite de sábado meio fria e um pouco chuvosa, nem pensar. Precisava sair.
Lembro que iria passar um filme na TV, e queria assistir, mas eu desejava fazer outras coisas, espairecer um pouco.
Resolvi tomar coragem e ligar para o Castigo, para saber das coisas, jogar conversa fora, até tocar no assunto se agente poderia se encontrar.
Ambos concordaram com tudo.
Tudo marcado, frio na barriga, peguei o primeiro bus, e a chuva aumentou, já estava pensando que deveria ter ficado dentro de casa. Mas já que estava ali no meio da estrada, então teria que continuar. Qualquer coisa ou dormia na rua, ou voltava pra casa.
A cada quilômetro mais próximo da cidade eu sentia pontadas de aflição no meu estomago, minha barriga parecia um iceberg, de tão fria.
Cheguei na cidade e fui ao local marcado, debaixo de uma marquise eu esperava.Enquanto isso o céu desabava sob minha cabeça, numa rua quase deserta em frente à praça ensopada.
Frio! Para ajudar estava começando a fazer frio, e o filho da puta estava demorando pacas!
Naquela altura do campeonato eu já murmurava xingamentos, até que do nada para na minha frente um carro cor de vinho, era um Kadett, bem me lembro.
Quando um cara desce o vidro do carro do passageiro, e fico meio bobo, o menino era muito bonito...